Nasceu em 1962 na Praia. Aos 11 anos foi morar na Suíça e em 1982 voltou a Cabo Verde. Depois foi
a Abidjan, onde esteve na Academia de Belas Artes, regressando em 1989 a Suíça. Após 7 anos na
Suíça, voltou a Cabo Verde.
Ganhou a medalha Vilia Zirio de Colecção no 13º Festival Internacional de Arte Contemporânea de San
Remo, Itália, Janeiro de 2006.
É fundadora e Presidenta da Associação de Beneficência Intercultural Dinamismo dos Jovens Artistas
pelas Nações ABIDJAN em 1994 na Suíça e em 1997 em Cabo Verde.
Activista cultural para a divulgação do património tradicional dos Rabelados de Rabo de Espinho
Branco, Galheta, São Miguel, lança o trabalho discográfico da Ladainha dos Rabelados em Janeiro de
2005 e em Agosto inaugura a primeira aldeia de arte tradicional.

Misá também participou em documentários, filmes e programas de TV sobre Arte , turismo e cultura na
África e em Cabo Verde, colaborou em reportagens e publicações da Europa, África e Brasil. Também
publicou livros de poemas em crioulo, francês e português.
Desde 1995 tem feito exposições na Suíça, França, Itália, Luxemburgo, Portugal, Açores e Cabo Verde.

O misticismo do visível e do invisível; a natureza e o espírito; a religião e a
espiritualidade; tudo isso registado nas folhas do tempo em peças, cores, tons e geometrias
inventadas e indecifráveis.
É este Cabo Verde que permanentemente se reinventa, que dança
a sua versão do flamenco no gingar das ancas do batuco e na tabanca das badias de
Monteagarro da Praia.

São estas as badias bailarinas que a Misá desnuda das suas saias
gaita gaita, para depois as vestir com outras enormes, coloridas de acrílico do tamanho da
lua,


para que alguns brejeiros possam deliciar-se perguntando o que é que elas escondem
por baixo de tanta geometria de pano de bicho, para além das coxas redondas, quando de
olhos revirados, transam pela lascívia incontida do espectador da roda do batuco….". ta
busca meio mé,…. ta busca mei.. "… na leitura de António Dente D' oro.