
RUÍNAS VS HUMANO
O que está a acontecer connosco “ Eu e tu, Praia, Cabo Verde – Humanidade”? Estão as nossas mentes, de facto, arruinadas? Estou à procura!
O facto: Estas questões perseguem-me; perseguem-te. Já conquistaram um espaço no meu cérebro, arruinando o meu, o nosso “Paz de espírito”, levando o corpo atrás, numa ruína total e absoluto; ficando só dois pedaços de trapos: Um que era o pano que com orgulho trazias à cintura, outro o corpo com a pele torrado de sol, regado com a esperança, que será a última a morrer.
Mas, lá no fundo, vou esgravatar o que resta do orgulho do que somos, para juntos arruinamos esta ruína que me persegue, que nos persegue - Para não mais sentir esta “ruína humana” presente no meu cérebro, nos nossos cérebros, no ar que respiramos, na alegria que sentimos.
E o poeta não mais dirá: “Mulheres Parindo em Casebres de Nenhuma Higiene e Muito Vento” ou “Ku Corpo Maguado Rabentado/Lenço Bedjo na cabeça”, ou “Longe da Pátria Até minhas Alegrias São Tristes”, mas sim “Tudo é Bonito / alá Deus é Bonito”, pois “Assim entre os santos e escravos os meninos nas ilhas e as esquinas se confundem”.
Mano Preto – 2003
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